Mulheres na História – Elizabeth II

 

Primeiramente, quem já viu The Crown, nada do que eu disser aqui será novidade.

 

Elizabeth Alexandra Mary Windsor, nascida em 1926 na Inglaterra, era filha do segundo da linha de sucessão do trono, e portanto, esperava-se que a menina não teria que ser rainha. Mas seu tio, rei Edward VIII, abdicou do trono para poder se casar e simples assim, a menina seria rainha um dia.

 

Sua infância foi curta, por assim dizer, e com a abdicação do tio, Elizabeth passou a estudar e se preparar para o cargo que exerceria, e com o eclodir da Segunda Guerra Mundial, trabalhou como mecânica para ajudar seus soldados.

 

Após o fim do conflito, se casou com Phillip de Mountbatten, membro da deposta família real grega e primo de Elizabeth. O casamento rendeu ao casal quatro filhos, Charles, Anne, Andrew e Edward, os dois últimos nascidos quando já era rainha.

 

Seu pai, o então rei George VI, morreu em 1952, quando ela fazia uma visita oficial à África, foi coroada no ano seguinte, aos 25 anos.

 

Mas, como foi para uma mulher tão jovem lidar com seus deveres reais e um casamento típico dos anos 50? Bem, de acordo com depoimentos, não foi nada fácil, já que Phillip se sentia emasculado e diminuído pelo cargo de sua mulher. Numa época onde a esposa deveria responder ao marido, ser a rainha de um país não deve ter sido fácil o ego do príncipe de Edimburgo.

 

O destaque da vida de Elizabeth, foi carregar a coroa sem deixar que problemas pessoais interferissem em seu trabalho. Como toda mulher contemporânea, ela lidou com as expectativas da família, marido, filhos e sociedade, construindo sua carreira pública sobre o ideal da monarca perfeita.

 

Elizabeth é a monarca há mais tempo no trono inglês, viu 14 primeiros ministros, 7 papas e completou ano passado, 67 anos de reinado. Dias atrás perdeu o marido, e mesmo assim permanece reinante e soberana, seguindo o exemplo de eficiência inglesa que o mundo conhece.

 

Claro, há controvérsias sobre pontos de seu governo, mas é inegável sua influência na modernização da monarquia, e na estabilidade de seu país desde os anos 50. Sua idade gera piadas e memes, é fato, mas a sua figura é maior do que isso.

 

Ela é a imagem que se tem de um país há gerações, e sempre será vista como a cara da Inglaterra no século XX, e não haverá entre nós, monarca que sobreponha sua figura resiliente e estoica. Elizabeth é grande por si só, mesmo envolta em protocolos e sem governabilidade.

 

Para nós, sua figura pouco quer dizer, mas entre seus súditos, Elizabeth II sempre será vista como a terceira grande rainha, aquela que fez jus a Elizabeth I e a rainha Vitória, uma jovem que subiu ao trono com nada além de um dever, e o cumpriu da maneira que deveria ser.